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Sem template, sem maquiagem: o método Otom de discovery em 48 horas

9 min de leitura· Publicado em 13 Abril 2026· Por Otom Sales

Todo projeto Otom começa do mesmo jeito: diagnóstico de 48 horas, gratuito, com plano objetivo. Não é "vamos te mandar uma proposta". É "vamos te mostrar a sua operação num espelho que você ainda não viu, e dizer se a gente é a pessoa certa pra esse problema".

Esse texto é o que acontece dentro dessas 48 horas. Útil pra você que vai entrar num diagnóstico, e útil pra outros estúdios que querem afiar o próprio processo.

Antes de começar: o que pedimos pra hora zero

Antes da primeira reunião, mandamos 5 perguntas curtas pra responder em qualquer formato (texto, áudio, vídeo). São:

  1. O que você quer que esse sistema faça em 6 meses que ele não faz hoje?
  2. Quem mais, dentro da empresa, precisa amar esse sistema pra ele dar certo?
  3. Que ferramentas a operação usa hoje? (lista crua, sem julgar)
  4. Qual o último projeto interno que deu errado? (pode ser nosso ou de outro fornecedor)
  5. Qual decisão você gostaria de tomar com mais dado e tem palpite hoje?

A pergunta 4 desconforta, e desconfortar cedo é bom. Quem tem traumas com projetos passados precisa contar antes da gente assinar contrato. A 5 mostra onde tem ganho rápido.

Hora 1-12 · Conversa com não-técnico

Primeira reunião é com quem opera, não com TI. Sócio, gerente, vendedor, atendente, quem sente a dor no dia a dia. Sem powerpoint, sem deck, sem "vamos te apresentar a Otom".

O que conduzimos:

  • Pedimos pra essa pessoa desenhar no quadro branco como o trabalho acontece hoje. De ponta a ponta.
  • Ela vai pular etapa, esquecer, voltar, corrigir. O que ela pula é o que ela já não vê. Anotamos.
  • Pergunta-âncora a cada etapa: "e nesse momento, o que dá errado de vez em quando?"

Sai dessa reunião o mapa real, não o ideal.

Por que não começamos com técnico Técnico responde "como". A gente precisa saber "o que" e "por que" antes. Reunião com técnico vira escopo de implementação, e isso é a 3ª conversa, não a 1ª.

Hora 12-24 · Acompanhamento "shadow"

Pedimos pra acompanhar, não no Zoom, mas no ombro, 2 a 3 momentos críticos:

  • Recepção de lead novo
  • Fechamento de venda / pedido
  • Atendimento de cliente problemático

Cronometramos. Anotamos quantos sistemas a pessoa abre. Quantas vezes pergunta algo pra outro colega. Quantas vezes manda WhatsApp pessoal pra resolver coisa que devia estar no sistema.

Sai daí o número real, não o autodescrito. Cliente costuma dizer "deve dar uns 30 minutos". Cronômetro mostra 2h17min, distribuídas em 6 interrupções.

Hora 24-40 · Síntese + benchmark

Internamente, montamos:

  • Fluxo atual, desenhado em diagrama, com tempos
  • Lista de atrito, onde tempo é perdido, ordenada por impacto estimado
  • Benchmark com casos parecidos, "no Otom, isso virou X; na projeto industrial Otom, virou Y"
  • 3 cenários possíveis, mínimo (resolve dor crítica em 4 semanas), médio (operação consolidada em 3 meses), completo (transformação em 6 meses)

Não escolhemos pro cliente. Damos os 3 com custo, prazo e ROI estimado de cada um.

Hora 40-48 · Devolutiva

Reunião final com os mesmos não-técnicos da primeira, mais quem decide. Estrutura:

  1. "Foi isso que a gente viu", devolvemos o fluxo real desenhado
  2. "Esses são os 3 maiores buracos", com tempo perdido medido
  3. "Esses são os 3 caminhos", com custo, prazo, retorno
  4. "Esse é nosso palpite", recomendação justificada, sem empurrar venda
  5. "Pra essas dores, NÃO somos a melhor opção", quando é o caso

O ponto 5 acontece com frequência maior do que parece. Operação muito pequena = template é melhor que sob medida. Operação muito específica de nicho regulado = melhor um vertical especializado. Empresa em fase muito instável = não vale a pena investir agora.

O que recusamos no diagnóstico

  • "Tô olhando 3 fornecedores, manda proposta." Sem diagnóstico não tem proposta. Diagnóstico é o que diferencia de orçamento por hora.
  • "Já sei o que quero, só precisa codificar." Se você já sabe, ótimo, mas o diagnóstico é onde a gente checa se "o que você acha que quer" resolve o problema que você quer resolver.
  • "Diagnóstico em 1 dia, vai." 48h é o mínimo pra acompanhar momentos críticos. Menos que isso vira chute.

Por que damos isso de graça

Dois motivos práticos:

  1. Filtro mútuo. Em 48h, a gente descobre se a operação vale fazer e se a química bate. Cliente também, vê como pensamos antes de assinar.
  2. Conversão. Cliente que passa pelo diagnóstico fecha em ~2x a taxa de cliente que recebe só proposta. E começa com clareza, o que faz o projeto andar mais rápido.

Sai mais barato pra Otom e pro cliente. Por isso fica de graça.

Pronto pra ver sua operação num espelho?

48 horas. Gratuito. Sem amarração. A gente devolve plano, números e a verdade, mesmo que a verdade seja "não somos pra você".

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